Tipos de Projetos do CDCF: Projetos da Fundação e Projetos da Comunidade
A Catholic Digital Commons Foundation (CDCF) reconhece duas categorias distintas de projetos dentro de seu ecossistema: Projetos da Fundação e Projetos da Comunidade. Esta distinção reflete o compromisso duplo da Fundação com a governança rigorosa da tecnologia que endossa e com a visibilidade e o florescimento da ampla comunidade de desenvolvedores católicos.
Projetos da Fundação
Os Projetos da Fundação são iniciativas tecnológicas que foram formalmente submetidas para consideração da CDCF e que passaram pelo processo de avaliação da Fundação.
Características principais
- Avaliação e governança. Os Projetos da Fundação passam pelo completo processo de avaliação em duas etapas (Incubação e Graduação) definido nos Critérios de Avaliação de Projetos e no Ciclo de Vida do Projeto.
- Propriedade intelectual. Após a aceitação como um projeto ativo (graduado), a propriedade intelectual de um Projeto da Fundação pertence à própria CDCF. Isso garante a administração a longo prazo, continuidade e proteção do projeto em nome da comunidade católica que serve.
- Hospedagem e distribuição. Os Projetos da Fundação são hospedados sob a infraestrutura organizacional da CDCF (por exemplo, github.com/CatholicOS) e são distribuídos e endossados pela Fundação.
- Governança eclesial. A CDCF não é uma burocracia de cima para baixo, mas também não é um corpo democrático independente. A Fundação é participada e governada pelas próprias instituições da Igreja — dioceses, conferências episcopais e órgãos da Santa Sé — e opera em submissão filial à hierarquia da Igreja. Isso significa que a governança é colaborativa e engajada com a comunidade, enquanto permanece firmemente enraizada na autoridade e comunhão eclesial. Os Comitês de Gestão de Projetos (PMCs) e a comunidade de contribuidores mais ampla participam ativamente da administração dos Projetos da Fundação, mas sempre dentro do quadro da autoridade de ensino da Igreja e das estruturas institucionais, e de acordo com o princípio da subsidiariedade.
- Etapas do ciclo de vida. Os Projetos da Fundação progridem através de etapas definidas: Proposta → Incubação → Graduação → Status Ativo (e eventualmente Aposentadoria). Veja lifecycle.md para detalhes.
Por que os Projetos da Fundação são importantes
Ao trazer um projeto sob o guarda-chuva da CDCF, a comunidade católica ganha:
- Garantia de que o projeto atende a padrões enraizados na Doutrina Social da Igreja, no Direito Canônico e nas melhores práticas técnicas.
- Uma estrutura de governança nomeada e responsável para cada projeto.
- Continuidade a longo prazo independente de qualquer desenvolvedor ou instituição única.
- Um canal confiável através do qual instituições católicas podem descobrir e implantar tecnologia alinhada à missão.
Projetos da Comunidade
Os Projetos da Comunidade são iniciativas tecnológicas desenvolvidas e mantidas de forma independente que servem à comunidade católica, mas que não foram submetidas ou aceitas no processo de avaliação da CDCF.
Características principais
- Sem avaliação formal. Os Projetos da Comunidade não passam pela avaliação em duas etapas da CDCF. Eles não são avaliados em relação aos critérios da Fundação para alinhamento com a missão, arquitetura de responsabilidade ou governança de implantação.
- Propriedade independente. A propriedade intelectual de um Projeto da Comunidade permanece com seus desenvolvedores ou mantenedores originais. A CDCF não detém, governa ou assume responsabilidade pelo projeto.
- Não hospedados ou distribuídos pela CDCF. Os Projetos da Comunidade são hospedados em sua própria infraestrutura e distribuídos através de seus próprios canais. A CDCF não os endossa da mesma forma que endossa os Projetos da Fundação.
- Visibilidade e colaboração. A CDCF mantém conhecimento dos Projetos da Comunidade e pode listá-los em um diretório ou catálogo comunitário. O objetivo não é o endosse, mas a visibilidade — ajudando desenvolvedores, instituições e ministérios católicos a descobrir o trabalho uns dos outros, evitar duplicação de esforços e encontrar oportunidades de colaboração.
Por que os Projetos da Comunidade são importantes
O cenário tecnológico católico é rico em iniciativas locais — aplicativos paroquiais, ferramentas diocesanas, software litúrgico, plataformas catequéticas — construídas por desenvolvedores que servem suas comunidades com dedicação e habilidade. Muitos desses projetos podem nunca buscar ou precisar da governança formal da CDCF, mas são uma parte essencial do ecossistema.
Ao reconhecer Projetos Comunitários, a CDCF:
- Reconhece e honra o trabalho de desenvolvedores católicos em todo o mundo.
- Criam um espaço para networking, apoio mútuo e compartilhamento de conhecimento.
- Reduz as barreiras à colaboração entre limites geográficos e institucionais.
- Fornece um caminho natural para projetos que eventualmente possam optar por buscar o status de Fundação.
Comparação
| Projetos da Fundação | Projetos Comunitários | |
|---|---|---|
| Avaliação | Processo completo de duas etapas (Incubação → Graduação) | Nenhuma |
| Propriedade intelectual | Pertence à CDCF | Permanece com os desenvolvedores originais |
| Hospedagem | Hospedado pela CDCF | Hospedado de forma independente |
| Distribuição & endosse | Distribuído e endossado pela CDCF | Não endossado pela CDCF |
| Governança | Estruturas de governança PMC e CDCF, em comunhão eclesial | Autogovernado pelos mantenedores |
| Papel da CDCF | Gestor e corpo governante | Visibilidade e construção de comunidade |
Uma nota sobre a relação entre os dois
A fronteira entre Projetos da Fundação e Projetos Comunitários não é uma parede, mas uma ponte. Projetos Comunitários são bem-vindos para se inscrever para o status de Fundação a qualquer momento. O processo de avaliação da CDCF foi projetado para ser transparente, solidário e acessível — não um mecanismo de controle, mas um serviço à comunidade.
Da mesma forma, o reconhecimento da Fundação aos Projetos Comunitários é uma expressão do princípio católico da solidariedade: somos mais fortes juntos, e cada contribuição ao bem comum digital — seja formalmente governada ou mantida de forma independente — serve à missão da Igreja.